Leituras de novembro de 2025

por em 11 de julho, 2026 Comente

Para aproveitar a energia de encerramento do ano, decidi que as minhas leituras de novembro de 2025 seriam para dar adeus a algumas histórias. Eu demoro para chegar até o final de alguns títulos, então estou, de certa forma, feliz por ter conseguido fazer isso.

Fica claro pelas minhas leituras que gosto de variedade. Começo muitas histórias e, como prefiro aproveitar cada detalhe e ler devagar, não leio tudo rapidamente. Não é um problema para mim, mas também me sinto bem quando chego no último volume de algum mangá. Me despedir de personagens que me acompanharam por meses, às vezes por anos, gera sentimentos confusos. Nunca é fácil dar adeus, mas sei que posso retornar quando sentir vontade. É uma forma de abrir espaço para novos títulos, ou seja, no fim, é algo que tem mais lados bons do que ruins.

● Little Witch Academia vol. 01 ao 03 – Comprar na Amazon

Mangá Little Witch Academia volumes 1 ao 3, das minhas leituras de novembro de 2025.

Esse foi um dos primeiros mangás que comecei a colecionar em 2018. Li só o volume um na época, por isso foi um dos títulos escolhidos para esse final de ano. Aproveitei para reler o começo antes de continuar com os volumes seguintes, o que foi uma ótima decisão! Eu amo o quanto Akko, a protagonista, é caótica e engraçada, sempre fazendo as melhores escolhas, mesmo que de forma atrapalhada. O amor dela pela Shiny Chariot, uma bruxa famosa, é o que mais gosto nela. Como fã, eu entendo amar tanto algo ou alguém e isso mudar a sua vida para melhor. Logo, é claro que foi divertido acompanhar uma estudante de bruxaria, primeiro através do anime e, agora, pelo mangá.

Adoro personagens cujas bases são força de vontade e esforço, por isso não foi uma surpresa essa história ter me conquistado. Uma garota comum, que não faz parte de uma família de bruxas, idolatra uma bruxa artista e passa a sonhar em ser como sua ídolo? É óbvio que esse tipo de temática me atrai! As aventuras de Akko na Escola de Magia Lua Nova são sempre uma melhor do que a outra. Além disso, gosto da forma que ela interage com quem está ao seu redor e com as adversidades que surgem em seu caminho.

Página do mangá Little Witch Academia volume 3.

Os acontecimentos vão além do anime; apesar de ter o mesmo início e outras partes iguais, também tem novos acontecimentos e personagens. De forma que foi possível conhecer um pouco mais sobre pontos que não tiveram aprofundamento na animação. Mas, por ser um mangá curto, não demonstra pretensão de ter muitos detalhes e não ultrapassa limites que não são necessários. Isso não é uma crítica negativa, porque não é um problema ter um enredo simples que entretém quem lê. Às vezes é bom descansar em boa companhia e, nisso, essa história foi perfeita.

Akko, sua vida escolar e suas amigas me proporcionaram ótimos momentos e sou grata por isso. Pude rir dos problemas que a protagonista arrumava, e sentir de novo a emoção de perceber quem estava o tempo todo ao lado dela. Infelizmente, não sei dizer se gostei ou não do final, pois é como se fosse apenas uma parte de algo maior e eu queria conhecer mais. Ao mesmo tempo, sinto que parou onde deveria, mais uma vez evitando forçar um desenvolvimento que não lhe cabe. São poucos capítulos, mas foi uma boa leitura.

● Tocando a sua Noite – Comprar na Amazon

Mangá Tocando a sua Noite, das minhas leituras de novembro de 2025.

Esse é um dos BL mais bonitos que já li! Tanto a história, quanto a arte são belíssimas e nunca vou cansar de admirá-las. Ser um romance com reencontro, um dos meus clichês favoritos, garantiu toda a minha atenção desde o começo. Ainda mais sendo representado por dois protagonistas tão adoráveis e bem construídos como Chinatsu e Kasumi. O primeiro encontro deles foi em um momento muito complicado para Chinatsu, além de ter sido rápido. Mas, apesar de breve, ficou gravado na memória de ambos. Kasumi é um garoto comum que perdeu a pouca visão que tinha e Chinatsu é um assassino profissional. Vivendo em mundos tão diferentes, eles não teriam motivos sequer para se conhecerem, mas o destino os colocou no caminho um do outro duas vezes.

Conhecer a sua alma gêmea em um beco durante a adolescência após acontecer algo terrível não é o ideal. Mas foi onde eles compartilharam um abraço tão necessário antes mesmo de saberem o nome um do outro. O enredo aborda temas pesados de uma forma delicada, com a mistura perfeita de sentimentos positivos e negativos. A ponto de, mesmo nas cenas mais tristes, passar a sensação de que tudo vai ficar bem. Mostra como a vida dos dois não é fácil e, mesmo que cada um tenha suas doses de dificuldades, ainda tem espaço para momentos fofos. Então, sim, a mangaká trabalhou muito bem o quesito carga emocional, com um cuidado que admiro demais.

Página do mangá Tocando a sua Noite.

Eles se reencontraram da mesma forma que se conheceram: um deles estava com problemas, só que em posições opostas. Enquanto é Chinatsu que recebe ajuda em um primeiro momento, Kasumi assume essa posição depois de anos sem terem se visto. É a partir desse acontecimento que eles se aproximam tanto que não tem como negar o quanto são predestinados. O funcionamento deles é tão maravilhoso que fica claro desde o primeiro minuto do reencontro. É como se eles orbitassem um ao outro, se movendo em conjunto e nunca se afastando. Além disso, eles são do tipo que parece que já estava junto há anos, antes mesmo de se tornarem de fato um casal. É algo muito fofo de acompanhar.

O que mais amei nos personagens foi a gentileza deles, ainda mais pela importância disso na narrativa. A delicadeza a qual me referi também é composta por características próprias dos dois. Kasumi é quem acolhe sem questionar e Chinatsu oferece ajuda sem esperar reconhecimento. O conforto entre eles ultrapassou as páginas e me envolveu em uma bolha durante a leitura. Então eu não estava exagerando quando disse que é uma história linda. Eu poderia passar horas falando sobre ela e ainda me faltariam palavras para descrever o quanto eu amei cada quadro desse mangá!

● Ataque dos Titãs vol. 34 – Comprar na Amazon

Mangá Ataque dos Titãs volume 34, das minhas leituras de novembro de 2025.

Li o final na época que foi publicado, mas ainda não tinha lido a versão encadernada dos últimos capítulos. Como gosto de ler tudo que tenho nas minhas prateleiras, decidi que era hora de encerrar, de vez, essa jornada. E, depois de mais de quatro anos, eu ainda tenho sentimentos conflitantes quanto ao fim. Afinal de contas, as reviravoltas sempre me surpreenderam positiva e negativamente desde que conheci o anime em 2013. Foram quase dez anos acompanhando essa história que me conquistou nas primeiras cenas, que me entreteve durante vários momentos e que tomou caminhos que eu não esperava. No começo, era apenas uma narrativa sobre os últimos sobreviventes da humanidade lutando contra titãs que invadiram as muralhas que protegiam os humanos. No final, se tornou algo tão além dessa crença inicial, maior em vários sentidos e muito diferente do que eu imaginava.

Ir de “vou destruir todos os titãs do mundo” para “vou destruir o mundo” foi um salto enorme. Até consegui entender o plano de Eren, o personagem principal, e os motivos para o mangaká ter escolhido essa rota, mas esse não era o encerramento que eu gostaria de ter visto. Ao mesmo tempo, agora eu não consigo imaginar outro fim. Olhando para trás e considerando tudo, incluindo as pistas confirmadas no desenvolvimento, vejo como ele sempre foi previsível. Eren é um protagonista que nunca me agradou, então não foi decepcionante ver o que ele se tornou.

Página do mangá Ataque dos Titãs volume 34.

Apesar de toda essa confusão quanto aos meus sentimentos pela obra, eu tenho certeza sobre algumas coisas. Uma delas é que certos personagens não deveriam ter morrido, eles mereciam viver mais para encontrar um pouco de paz. Assim como alguns alcançaram o descanso que eles precisavam e foi melhor do que ter que lutar tanto para terminarem envolvidos na última batalha. Outro ponto é justamente sobre esse combate, cujos ambos os lados não eram o que eu esperava ver. Foi inesperado, mas muito bem feito e com boas saídas nos plot twist.

Foi um adeus bastante agridoce, com momentos difíceis de defender, mas gostei das cenas com os sobreviventes. Foram ótimas despedidas, além de uma mudança maravilhosa na narrativa, algo necessário para amarrar o máximo de pontas possíveis. Confesso que eu não esperava um final completamente fechado, com zero questões em aberto, porque nunca senti que o universo criado abriu espaço para isso. Enredos focados em sobrevivência quase nunca conseguem esse feito, então também foi algo com o qual não me decepcionei. É por isso que acho tão difícil ter uma opinião 100% boa ou 100% ruim, dado que algumas coisas me agradaram e outras já não eram atrativas desde antes do fim.

Sou grata por todas as emoções que tanto o mangá, quanto o anime me fizeram sentir. A vontade de saber mais sobre esse mundo, a ansiedade para o próximo capítulo ou episódio, a empolgação com as teorias e o choque a cada revelação. Foi bom enquanto durou, mas hoje em dia já não é mais um título que eu recomendo e, para ser sincera, não é um que quero revisitar.

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Ellen Silva
Amo animes, mangás e livros.
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