Agosto de 2025 trouxe de volta a minha empolgação com leituras e devo isso a um shounen específico. Levando em consideração a época, acredito que seja óbvio sobre qual história estou falando. Ler um arco inteiro do mangá em questão resultou em uma grande vontade de ler mais, então aproveitei essa energia e, ainda bem, fiz boas escolhas de títulos.
A melhor parte foi ter passado por isso com um entusiasmo que eu não sentia desde fevereiro. Eu não tinha percebido o quanto senti falta de pensar “ok, está tão bom ler, e se eu continuar e incluir outras histórias?”. Logo, foi maravilhoso retomar esse hobby de uma forma leve assim! É reconfortante saber que foi a espera pela continuação de um dos meus animes favoritos que causou isso.
Estou muito orgulhosa das minhas leituras e torço para que os próximos meses também gerem contato com bons mangás.
Eu tive a brilhante ideia de ler o arco Castelo Infinito inteiro para me preparar para a estreia da primeira parte da adaptação e o recado de Gotouge no início do volume 17 foi um ótimo resumo dessa leitura: “As batalhas estão ficando cada vez mais cruéis. Sei que dá pena ver seus personagens favoritos se machucando e que é um sofrimento ler algo assim. Eu não queria ter que fazer essas coisas, mas eles vivem em um mundo onde precisam lutar apostando suas vidas, então sinto muito por isso.”. Considerando que eu precisei de meses até juntar coragem para ler Trem Infinito, me achei muito corajosa por encarar todo o Castelo em poucos dias. No geral, foi uma experiência agridoce, mas a maior parte do tempo foi apenas dolorosa.
São muito caçadores de oni, incluindo os hashira, dentro de um local sem fim, então não é uma grande surpresa que tenha muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Entre as lutas principais estão Shinobu vs. Douma, Zenitsu vs. Kaigaku, Tanjiro e Giyu vs. Akasa, Kanao e Inosuke vs. Douma, Kanroji e Iguro vs. Nakime, e Muichiro, Genya, Sanemi e Himejima vs. Kokushibo. Além disso, tem cenas de Muzan, de outros caçadores e flashbacks dos vilões. São aproximadamente cinco volumes; quarenta e quatro capítulos que poderiam ser confusos, mas o mangaká conseguiu manter um ritmo tão bom que é fácil acompanhar todos os acontecimentos. Os pequenos textos adicionais com conteúdos extras ajudaram nessa compreensão.
Ouso dizer que esse é o arco mais importante da história, não apenas por ser a abertura para o final, mas por trazer muitas informações sobre o começo de tudo. Em adição a uma batalha intensa com várias perdas, a narrativa, enfim, mostrou detalhes da vida daquele que se tornou o primeiro caçador de oni. A importância dele e de seus ensinamentos ficaram óbvios nesta parte, e, tal como os outros, foi um flashback encaixado no momento certo. Não me surpreendeu que o desenvolvimento, tanto do enredo, quanto dos personagens, continue sendo um dos meus pontos favoritos. É algo que sempre vai para além dos protagonistas e engloba os vilões, dando perspectivas que embaralham os limites de bem e mal. Essa particularidade está ali desde o início e se tornou um elemento que eu amo.
Não tenho uma luta favorita dentro do Castelo, porque todas me deixaram muito triste. Ainda assim, foi uma leitura emocionante demais, dado que meu pensamento que mais se repetiu foi: “Não! E agora?”. Eu evito ler muito de um mesmo título de uma vez, mas eu teria lido esse arco sem intervalos mesmo se esse não fosse o plano inicial. Foi difícil fazer pausas; eu queria terminar um volume e já ir para o próximo. Saber o que aconteceria não diminuiu minha empolgação. Na verdade, fiquei mais ansiosa para ver tudo adaptado na belíssima animação já conhecida!
Demon Slayer sempre será um dos meus queridinhos, porque é maravilhoso continuar tendo bons momentos com essa história!
Aceitei que vou ler essa história inteira, porque ela tem um certo atrativo que me impede de abandonar. Apesar de não ser sobre um tema que gosto (romance cão e gato nunca foi meu favorito), esse mangá trabalha isso de uma forma que me deixou curiosa para saber qual será o caminho até o fim. Ainda mais que é perceptível que o casal principal está mais perto de se tornar, de fato, um casal. Isso garantiu algumas cenas mais fofinhas, o que eu amei.
Dá para dizer que os grandes desentendimentos entre Yu e Kurosaki diminuíram, mesmo que as brigas entre eles continuem. Tanto que ele a beijou sem avisos de novo e, desta vez, na frente de todos do dormitório, e a reação dela foi jogar água na direção dele, sem nem pensar antes. Para piorar, ela tenta se igualar a ele no nível “assustador”, gerando cenas muito engraçadas. Yu tenta fazer coisas imprevisíveis igual Kurosaki faz, o que resulta em interações muito intrigantes e bastante questionáveis. O ponto é que são atitudes óbvias de quem não consegue esquecer o outro, e não de ódio.
Como falei anteriormente, eles estão indo para um lado mais fofo e isso ficou claro quando Kurosaki salvou Yu, no sentido literal. O resultado foi típico do gênero, onde o mocinho protege a mocinha e eles terminam abraçados. Não apenas isso, como ele se mostra preocupado depois, surpreendendo tanto Yu, quanto eu. Eu não estava preparada para vê-lo sendo um tanto adorável. Ele já tinha usado o festival cultural como justificativa para perturbá-la, uma desculpa para passarem mais tempo juntos. Eles, enfim, estão se comportando melhor, sem um estar pulando na garganta do outro toda hora.
Além de romance, também veio um grande foco em amizade, mostrando os altos e baixos de relacionamentos diferentes. Eu achei que fosse ter problemas com a amizade entre Yu e uma colega de turma. Então, fiquei surpresa que até Kurosaki foi racional em frente ao que poderia ser o fim do relacionamento das meninas. Mas o drama sempre vai se fazer presente e era de se imaginar que fosse surgir como um gancho no encerramento. Ou seja, estou curiosa para ver como isso vai se desenvolver.
Essa história é tão especial que acho impossível eu parar de gostar das excentricidades dela. Dito isso, esse volume foi uma leitura tão divertida quanto o primeiro, pois o nível de farofona caótica que eu gosto segue intacto. Fica claro que a mangaká criou esse universo unicamente para ser um escape cômico, o que funciona muito bem. Sei que sempre posso contar com o próximo acontecimento absurdo, que com certeza é maior do que o anterior, para rir bastante. Sendo assim o tipo perfeito de entretenimento, seja para manter o bom humor ou recuperá-lo.
É impossível não achar graça dos desdobramentos da vida de Toono, o protagonista, dado que ele pensou que fazer parte do clube de fotografia era uma boa ideia. Ele não sabia que, na verdade, era o clube de sexo da escola, cujos integrantes são um tanto singulares. Ele também não sabia que iria gerar entretenimentos de altíssima qualidade graças a essa decisão, pela qual eu agradeço! O fato de ele continuar no clube, interagindo com os veteranos e participando de “reuniões” deixa tudo ainda mais engraçado.
Desta vez, o foco ficou um pouquinho mais na amizade. O que quer dizer que flashback e certas situações se fizeram presentes. Com as aulas a céu aberto, o caos teve mais espaço para se desenvolver e, felizmente, todos os personagens tiveram oportunidade de se destacar. Eu adoro o quanto o foco se expande, mostrando com detalhes aqueles que estão ao redor do protagonista. Isso inclui até alguns que não são integrantes do clube de fotografia, mas tem conexões com ele. Cenas como a de Toono, Yacchan, Itome e Shikatani cozinhando foram muito fofas!
As aulas especiais vieram no pacote completo, incluindo muitas outras cenas adoráveis e um teste de coragem à noite. Um belíssimo conjunto de momentos esperados e um gancho muito inesperado no final. Mas quem sou eu para reclamar de um pouquinho de drama nessa mistura apocalíptica. Foi ideal para manter a vontade de ler mais capítulos, mesmo que eu não precisasse disso, pois fui conquistada desde o começo.
Levando em consideração o final do volume anterior, eu sabia que a história passaria a abordar mais o triângulo amoroso. Mas sigo com um pouco de dificuldade com a dinâmica “dois irmãos apaixonados pela mesma garota”. A temática não é o problema, mas, sim, o fato de que estou shippando o casal Kinosuke, o Itsuki mais novo, e Chitose. Então, a verdade é que eu queria que não existisse mais um interesse romântico, principalmente porque ele chegou gerando desentendimentos entre os protagonistas, conforme era previsto. Como dois meninos se interessarem pela mesma menina é algo típico da demografia, eu decidi ignorar minha leve aversão neste caso.
O irmão mais velho mal apareceu e já pediu favores para a protagonista. E, apesar de eu ser 100% a favor de cada um decidir por si mesmo sobre o que quer ou não fazer, achei que Kinosuke tinha um bom ponto quanto a essa questão. Aqui, a mangaká acertou demais no desenvolvimento e solução desse problema. Eu gostei de ver que não foi uma simples decisão da protagonista, porque tinha ciúmes envolvido, óbvio. O (quase) casal resolveu não só entre eles, mas cada um com si mesmo. Foi um resultado mais maduro do que eu esperava de adolescentes.
Chitose como modelo artística rendeu cenas maravilhosas, como as dela fazendo poses esquisitas por ser uma situação fora do normal dela. Também gostei dos momentos onde o Itsuki mais velho ensina a ela sobre técnicas de desenho que vão ajudá-la como novata. Mas o que amei de verdade foi a visita dela e de Kinosuke a uma faculdade especializada em artes. Foi uma ótima experiência para eles, que são estudantes da área e querem continuar em nível acadêmico. Ambos estão em um cursinho de artes, por isso foi muito divertido ver as cenas onde eles conhecem salas imersas nesse tema de estudos.
Foram capítulos dedicados a equilibrar fofura e drama, o segundo tendo um pouquinho mais de peso. Até achei que uma catástrofe aguardava os protagonistas depois de uma parte específica, mas fui surpreendida de novo. Tanto por algo que eu não achei que fosse acontecer agora, quanto por ser mais um ponto positivo no desenrolar do casal principal. Foi um belíssimo gancho para encerrar o volume e um ótimo alimento para a minha alma romântica.
Este BL rapidamente entrou na minha classificação “reler sempre que possível”. Sou fã do clichê “vizinhos que se apaixonam” e, neste caso, tem o adicional de um deles ser um criador de conteúdo para a internet. Koichi é o extrovertido, enquanto o introvertido, Kumazawa, é alguém que trabalha o dia inteiro e ainda tem que lidar com o excesso de sons do vizinho ao chegar em casa. Na verdade, as gravações rendem barulho em vários horários e, durante seis meses, Kumazawa não reclamou. Ele até ouve com certo interesse, mas, em uma noite específica, o limite dele é atingido graças a uma regravação. É assim que eles têm um primeiro contato bastante interessante.
O desenrolar desse encontro foi muito diferente do que eu esperava, mas adorei que seguiu por um caminho engraçado. Os protagonistas são diferentes demais entre si, mas formam um casal com muita química, com um funcionamento leve e divertido. Sim, Kumazawa teve a própria casa invadida várias vezes, por meses, por um vizinho fofo e comunicativo, mas não é como se ele não gostasse disso. Afinal de contas, ele faz a parte dele no acordo sobre como essas visitas devem ser encerradas.
O que começou com uma reclamação se transformou em uma amizade grande o suficiente para conversarem sobre situações incomuns envolvendo ex-namorado e um poder rir do outro sem se ofenderem. Essa é outra coisa que gostei: como eles ficaram confortáveis um com o outro antes de iniciarem um relacionamento amoroso de verdade. Eles começaram sendo um pouco mais do que apenas amigos, mas isso não diminuiu a evolução bonitinha como casal. Por isso, amei que o ritmo combinou com as personalidades deles.
A compatibilidade de Kumazawa e Koichi é tão alta que até o desentendimento clichê antes do final feliz foi perfeito. É fácil compreender o lado de ambos e não consigo nem imaginar uma “discussão” diferente da que tiveram, porque as falas sem filtro do Koichi foram muito características. Além, é claro, dos motivos e sentimentos de Kumazawa. Foi uma evolução inesperada, mas fiquei feliz em ver um fim merecido. É notável que fui conquistada pelo casal, então fiquei animada quando descobri que tem continuação e poderei ler mais sobre esses queridos.