A Bienal do Livro nunca foi meu evento literário favorito, mas esse ano foi tudo tão maravilhoso que nem sei explicar.
Queria muito fazer um video contando como foi, mostrando os livros que comprei e os que autografei, mas não consegui tirar a ideia do papel.
Resumindo, trata-se de uma feira que junta várias editoras, pequenas e grandes, muitos autores nacionais e internacionais e leitores de todas as idades, além de sempre ser um bom passeio para o final de semana.
Foi minha primeira Bienal com credencial de imprensa e isso foi a realização de um sonho. Quando me cadastrei no site meu pensamento era “não custa tentar, mas não se ilude porque não vai rolar”, então imaginem como me senti quando recebi o email com a aprovação.
Também foi a Bienal em que menos comprei livros e sigo bem orgulhosa dessa decisão. Eu fiz uma lista com os desejados antes e, além dos que estavam na wishlist, só comprei quatro mangás e um livro para minha irmã.
Vou falar um pouquinho sobre como foi cada dia lá:
O primeiro dia da Tessa foi organizado pela Bienal, portanto só podia levar um livro e o escolhido foi “Uma noite para se entregar”. Ela atendeu todo mundo em pé, distribuindo abraços, sentou para autografar e fez questão de levantar de novo para tirar fotos.
Depois fui para o estante da Platarfoma21, onde a Nia estava com o lançamento dela, “Mensageira da sorte”, e não canso de admirar o quanto ela é legal. E ainda teve paçoca e marcadores de brinde.
Terminei o dia no lançamento de “Allegro em hip-hop” da rainha Babi Dewet. Amo que ela já me reconhece, além de sempre render ótimas conversas e ter o melhor abraço – abraço de verdade, apertado e quentinho.
Para a Tessa levei “Uma semana para se perder”, “Romance com o duque” e o lançamento (que era obrigatório ter para poder pegar autógrafo) “Como se livrar de um escândalo”. Novamente, ela foi uma fofa. Dessa vez eu estava menos ansiosa, então aproveitei para contar que sempre preparo várias coisas para falar para os autores, mas que na hora sempre fico igual boba por causa da vergonha e ela disse as personagens femininas dos livros dela também são tímidas, que isso é normal e tal. Também falei que um dia quero ser igual a Minerva de “Uma semana para se perder”, coisa que ela respondeu com “Espero que você encontre o seu Colin”. Quase saí pulando e gritando.
Aproveitei para comprar o livro “Heroínas” para autografar e fechar minha coleção de livros da Pam e da Ray. Infelizmente foi bem rápido porque atrasou e tinha outra sessão para começar logo em seguida, mas pelo menos deu para abraçar elas.
Por último tive a conversa mais doida da minha vida com o autor de “A mulher na janela”, o A. J. Finn. Ele perguntou se era minha primeira Bienal e, quando eu disse que não, perguntou se vou sempre e se já estou acostumada. E de repente estávamos falando sobre o livro, sobre minhas impressões e foi muito engraçado porque parecia que estávamos evitando dar spoilers, conversando em códigos.
A regra era três livros de cada autora, mas resolvi ariscar e levei todos os que ainda não tinha autógrafo delas. Da Tessa levei “A Dama da Meia-Noite”, “A Bela e o Ferreiro”, “Uma Duquesa Qualquer”, “Diga Sim ao Marquês” e “A Noiva do Capitão”. E da Carina levei “Desencantada” e Menina Veneno”.
A pessoa que teve a ideia de juntar essas duas merece parabéns porque foi a melhor ideia.
O Guilherme mediando, traduzindo e ainda correndo para entregar o microfone para quem queria fazer perguntas era ao mesmo tempo engraçado e sofrido de assistir.
A Carina me reconheceu e ainda lembrou que já nós vimos antes naquela mesma Saraiva, nem surtei, imagina. Conversamos sobre os spoilers que peguei da série “Perdida”, os únicos que não fiquei com raiva de saber.
Em seguida, a Tessa também me reconheceu, disse que eu merecia uma medalha por ter ido nos três eventos dela em São Paulo e até falou sobre isso para o Guilherme. Quando falei que estava com muito calor por causa da ansiedade & nervosismo e ela disse que eu não precisava disso porque a gente já se conhecia, então brinquei falando “claro, nós já somos melhores amigas”. A resposta dela foi autografar meu livro com “For my good friend Ellen”. Surtei, sim. Acho que sai de lá dando mini pulinhos e emanando felicidade.
A primeira coisa do dia foi a sessão de autógrafos para “Turma da Mônica Jovem – Uma viagem inesperada”, livro de contos por Babi, Carol, Pam e Melina e cheguei lá com a Babi estranhando e perguntando se eu ainda tinha livros para autografar, mas o caso era que faltava pegar o autógrafo da Carol, que foi uma fofa e me reconheceu de outros eventos.
E para a sessão de autógrafos do David Levithan o escolhido foi meu “Every day” hardcover. Foi o dia mais frio entre todos os que fui, mas coloquei na cabeça que queria tirar foto sem o casaco. Congelei. O Levithan também estava de camiseta e, como eu não sei desenvolver conversas, comecei a falar sobre o clima, ele deu corda e terminamos falando dos suéteres bonitos que as pessoas da fila estavam usando.
Enfim o último dia.
Também foi evento organizado pela Bienal, então levei só um livro, o meu “Cinder”, e comprei “Sem coração” lá na hora quando o pessoal da editora falou que podia autografar todos da autora. Como eu estava cansada, conversei pouco com ela, mas amei conhecê-la e amei que foi a única editora que numerou quem estava na fila do autógrafo para que todos pudessem assistir o bate-papo sem perder o lugar na fila. E se existisse um troféu “melhor look da Bienal”, a Marissa teria ganho tranquilamente. Ela estava usando o vestido mais bonito que já vi, sério.
Assim, acredito que dá para falar que foi a melhor Bienal do Livro que já fui e eu não queria que acabasse.